Ai Weiwei: ser artista

Depois de Duchamp, percebi que ser artista tem mais a ver com o estilo de vida e a atitude que com produzir algum produto. […] Uma maneira de olhar para as coisas.

Ai Weiwei em conversa com Hans Ulrich Obrist. In: SMITH, K.; OBRIST, H. U. & FIBICHER, B. (orgs.). Ai Weiwei. Londres: Phaidon, 2009 (p. 19)

[ENGLISH]

After Duchamp, I realized that being an artist has more to do with the lifestyle and attitude than to produce a product. (…) It is a way of looking at things. (Ai Weiwei in conversation with Hans Ulrich Obrist)

[ESPAÑOL]

Después de Duchamp, me di cuenta de que ser un artista tiene más que ver con el estilo de vida y la actitud que con producir un producto. (…) Una manera de ver las cosas. (Ai Weiwei en charla con Hans Ulrich Obrist)

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Clay Spohn: espontaneidade

Clay Spohn, aluno de Fernand Léger nos anos 1920, lembra-se de ter levado um choque quando ouviu isto [os pintores americanos não tinham nada a aprender com os modernistas europeus] pela primeira vez. Em seguida, com uma profunda sensação de alívio, ele abraçou a ideia. E passou em revista seus quase vinte anos de trabalhos, tanto como muralista no Federal Art Project quanto como modernista independente, concluindo que suas aulas em Paris o tinham levado a uma busca incessante por uma perfeição idealizada e elegante, que lhe custou a espontaneidade. Ele descobriu que seus esboços eram expressões visuais muito mais interessantes e prazerosas do que as peças finalizadas. Passou a dar mais valor ao natural e ao imediato sobre a coerência formal refinada. “As coisas que eu quero pintar“, decidiu, eram “as coisas que eu experimento não com os meus olhos, mas com todo o meu ser

CANDIDA SMITH, Richard. Circuitos de subjetividade: História Oral, o acervo e as artes. São Paulo: Letra e Voz, 2012. (p. 78).

[ENGLISH]

Clay Spohn, a student of Fernand Léger in the 1920s, remembers having taken a shock when he heard this [the american painters had nothing to learn from the european modernists] for the first time. Then, with a deep sense of relief, he embraced the idea. And he reviewed his nearly twenty years of work, both as a muralist in the Federal Art Project as an independent modernist, concluding that his classes in Paris had led to a relentless pursuit of an idealized and elegant perfection, which cost his spontaneity. He realized that his sketches were visual expressions much more interesting and enjoyable than the finished works. He started to give more value to the natural and immediate rather refined formal coherence. “The things that I want to paint“, he decided, were “the things I try not with my eyes, but with my whole being

[ESPAÑOL]

Clay Spohn, alumno de Fernand Léger en la década de 1920, recuerda se haber chocado al oír esto [los pintores americanos no tenían nada que aprender con los modernistas europeos] por primera vez. Luego, con una profunda sensación de alivio, abrazó la idea. Y repasó sus casi veinte años de trabajo, tanto como muralista en el Federal Art Project como modernista independiente, concluyendo que sus clases en París le habían llevado a una búsqueda incesante por una perfección idealizada y elegante, que le costó la espontaneidad. Él descubrió que sus borradores eran expresiones visuales mucho más interesantes y placenteras que las obras terminadas. Empezó a dar más valor al natural e inmediato que a la coherencia formal refinada. “Las cosas que quiero pintar“, decidió, eran “las cosas que experimento no con mis ojos, sino con todo mi ser